Celtiberian escreveu:
Democracia entende-se, no conceito moderno, por um país com sufrágio universal, isonomia, liberdade de expressão, etc.
Luiz Juliano escreveu:
Há um problema nesse conceito, não está incluída a premissa básica de q todos devem ter o mesmo poder, tornando o sistema corruptível.
Celtiberian escreveu:
Foi o conceito que utilizei em minhas palavras, e é o conceito usado hoje.
Luiz Juliano escreveu:
Visivelmente ineficiente, portanto precisando de ajustes.
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Celtiberian escreveu:
E se utilizar “poder” como sinônimo de capacidade de decisão política, todos têm o mesmo poder, todos tem direito de votar e todos os votos valem 1 ponto.
Luiz Juliano escreveu:
Visivelmente, atualmente não se está atuando politicamente somente através do voto e de cargos políticos. Pensar q o voto torna as pessoas iguais qto ao poder político é ingenuidade; as grandes fortunas manipulam as decisões nacionais e os políticos agem como marionetes.
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Luiz Juliano escreveu:
Não entre os cidadãos, para quem a democracia valia.
Celtiberian escreveu:
Vide o que já coloquei sobre a exclusão de qualquer grupo.
Luiz Juliano escreveu:
Quem sabe com uma comparação entre grécia e o estado atual fique mais claro.
Grécia: os considerados cidadãos tinham mais ou menos o mesmo poder e por isso tinham mais ou menos a mesma possibilidade de influência política nas decisões do estado. Só uma parcela da população era oficialmente cidadão, mas entre os cidadãos havia democracia.
EUA (pe, já q vc usa como exemplo): todos são considerados cidadãos, mas só alguns tem o poder político de um cidadão. Se todos são considerados cidadãos, todos deveriam ter poderes políticos semelhantes.
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Celtiberian escreveu:
É como eu dizer “dentre os que ganham entre 10 e 11 mil reais há igualdade de poder economico”. Isso faz de algum país uma democracia? Não.
Luiz Juliano escreveu:
Como citado acima, justamente pq não são só as pessoas com renda entre 10 e 11 mil reais q são, por lei, consideradas cidadãos na sociedade atual.
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Celtiberian escreveu:
Eles foram os inventores da democracia, mas todos sabem que era de papel.
Luiz Juliano escreveu:
De carta ou de ofício? Da onde vc tirou isso? Todos sabem, exceto eu e os livros de história?!
Celtiberian escreveu:
Qualquer cartilha escolar aponta isso meu caro.
Luiz Juliano escreveu:
Qual? Não me lembro de uma.
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Celtiberian escreveu:
Vale lembrar que a maior parte das cidades-estado da Grécia tinham monarquias ou governos aristocráticos, em Athenas floresceu uma proto-democracia apenas.
Luiz Juliano escreveu:
Obviamente estou falando de Atenas.
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Celtiberian escreveu:
Agora, cite suas fontes se achas que havia igualdade de poder e riqueza entre os gregos e que havia realmente uma “democracia”.
Luiz Juliano escreveu:
Lembrando, vc não citou fonte alguma. Qualquer cartilha escolar?! Um tanto vago, não?
Semelhança, não igualdade. Já q vc tem certa afinidade pelo método norte-americano vou referir um livro de história utilizado nas Universidades americanas: A História da Civilização Ocidental - Edward Mcnall Burns.
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Celtiberian escreveu:
Apenas uma pequena minoria do povo ateniense era cidadão, ou seja, após as reformas de sólon a “democracia” tem a mesma forma de uma república aristocrática, como foi a nossa república velha ou a romana.
Luiz Juliano escreveu:
Se quiser criticar a democracia grega, faça-o a partir de Clístenes, qdo ela começou. Sólon preparou o terreno, mas não conseguiu instituí-la.
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Celtiberian escreveu:
Claro que você pode chamar isso de “democracia entre grupo X”, ou “proto-democracia”, mas, tendo em vista que o próprio esquema greco-romano excluía a esmagadora maioria da população, o termo fica incorreto, na medida em que significa “o poder com o povo” ou “o povo governa”.
Luiz Juliano escreveu:
Democracia entre grupo X desde q só o grupo X seja, por lei, participante da democracia. Estou duvidando do seu conceito de esmagadora maioria: 10% da socidade grega era composta de cidadãos, no entanto essa porcentagem é menor q um por cento na sociedade atual (lembrando q somente quem tem dinheiro, tem poder político). Se 100% dos 10% considerados cidadãos não corresponde a uma democracia, pq 1% dos considerados cidadãos pode corresponder?
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Luiz Juliano escreveu:
Sua delicadeza ao lidar com as palavras salta aos olhos. A sutilidade é muito mais engraçada. É verdade, a democracia romana durante a república era muito semelhante à grega. No entanto os plebeus sabiam q não eram considerados cidadãos e podiam lutar por isso.
Celtiberian escreveu:
Podiam lutar por poder (tribunos da plebe) mas não se tornavam patrícios.
Luiz Juliano escreveu:
Vc está simplificando demasiadamente as lutas da plebe. As reivindicações ocorreram no decorrer de 200 anos, sendo q só cessaram pq os romanos começaram com guerras sucessivas seguidas da fase Imperial.
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Celtiberian escreveu:
Todos sabem que a república romana não podia ser considerada democracia. É muito estranho você defender que roma e athenas pós-Sólon eram democracias, mesmo apresentando ENORMEs e GRAVES discrepâncias de poder entre a população e ao mesmo tempo proferir palavras como
Luiz Juliano escreveu:
“Todos sabem…” como vc gosta de generalizar as coisas. Os livros de história apontam a democracia romana durante a repúplica semelhante à grega e se vc procurar um pouco vai encontrar vários sites apontando o mesmo.
O q vc aponta como ENORMES e GRAVES é bem menos ENORME e GRAVE q a situação enfrentada hoje por suas “democracias”.
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Celtiberian escreveu:
Entre os considerados cidadãos? Já vi uma tese de sociologia que colocava todos os governos como comunistas, mas alterando os “cidadãos”.
Luiz Juliano escreveu:
A tese tá furada. Se é um governo comunista, todos são cidadãos. Se todos são cidadãos, para q o comunismo ocorra todos devem ter mais ou menos o mesmo poder. Portanto, qualquer regime onde exista discriminação de poder não ocorrerá comunismo.
Celtiberian escreveu:
A tese não está furada, primeiro porque eu me enganei no termo, é Já vi uma tese de sociologia que colocava todos os governos como “democracias”, mas alterando os “cidadãos”.
Luiz Juliano escreveu:
Gostaria da fonte, mas sem essa de cartilha escolar?! Especificamente, por favor!
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Celtiberian escreveu:
Se tivermos liberdade para alterar os grupos, como você fez, tudo é democracia. Se eu fosse governador do universo, haveria uma democracia, mas apenas para os cidadãos, no caso, eu.
Luiz Juliano escreveu:
Bom, é bem verdade q a democracia grega não foi plena [afinal para sê-lo plenamente deve incluir todos integrantes da sociedade], mas chegou dez vezes (pelo menos) mais perto dela do q a sociedade atual. Para avaliar uma democracia poderíamos fazer uma escala onde num extremo teríamos igualdade de cidadania para todos representando a democracia plena. No outro extremo teríamos o absolutismo pleno representado por vc dominando o universo. Se o regime ateniense foi reconhecido como democracia é pq a divisão do poder entre 10% da população é algo significante para tal. Se hoje o nosso sistema divide o poder entre 1% da população (sendo otimista), a razão democracia plena/grécia seria a mesma q a razão grécia/sociedade atual. Se o modelo prático de democracia não é o grego, qual é?
Podemos dizer q a democracia atual está uma centena de vezes distante da democracia plena e podemos tb calcular o índice de democracia na hipótese onde vc é o único cidadão do universo. Será aproximado pq é necessário estimar o número de planetas com vida capaz de se organizar numa sociedade democrática, mas tudo é calculável. Se há 100 bilhões de bilhões de planetas e a probabilidade de vida surgir seja 1 em 100 bilhões teremos vida em 1 bilhão de planetas (incluindo a Terra). Considerando q depois de surgir a vida, ela evolui em direção ao desenvolvimento de seres inteligentes (Richard Dawkins) e considerando cada planeta com 6 bilhões de indivíduos, teremos 6 quintilhões de indivíduos. Sendo assim, seu absolutismo pleno (ou democracia relativa) equivale a uma democracia plena dividido por 6 quintilhões.
Apesar da democracia grega ter tido suas limitações, acredito q foi o mais perto da democracia plena q a humanidade chegou até hoje. Se foi o mais próximo q se chegou (não tendo existido outro regime mais democrático) e sendo a primeira, por isso parindo a democracia, não vejo problema algum em chamá-la democracia. Além disso, os cidadãos gregos se mesclavam nas tribos representando as necessidades de cada tribo composta de cidadãos e não-cidadãos. Infelizmente o individualismo atual está muito longe disso.
Ademais, o mais importante é q a democracia era plena entre os cidadãos e a razão disso era a relativa semelhança de poder. Essa moral deve ser lembrada para q a democracia se faça para todos.
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Celtiberian escreveu:
No caso do capitalismo, quanto mais rico, mais cidadão você é.
Luiz Juliano escreveu:
??? Desigualdade de poder, isso corrompe o conceito de cidadão e, consequentemente, a democracia.
Celtiberian escreveu:
Consequentemente, dadas as desigualdades de poder da grécia antiga, a mesma não é democracia.
Luiz Juliano escreveu:
Devo discordar. As desigualdades em Atenas pós-Clístenes eram limitadas, impossibilitando a corruptibilidade do sistema, possibilitando a democracia. Na sociedade capitalista as desigualdades são enormes tornando o sistema corruptível.
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Celtiberian escreveu:
No caso do governo nacional-socialista alemão, quanto mais “ariano”, mais cidadão.
Luiz Juliano escreveu:
Idem.
Celtiberian escreveu:
Idem.
Luiz Juliano escreveu:
Idem.
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Celtiberian escreveu:
Em roma, eram os patrícios.
Luiz Juliano escreveu:
Idem grécia, mas os plebeus sabiam q não paticipavam da democracia e podiam lutar por isso.
Celtiberian escreveu:
Já respondido acima.
Luiz Juliano escreveu:
Já respondido acima.
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Celtiberian escreveu:
No comunismo (ou socialismo, não vou discutir epistemologia e estou me referindo ao que ocorreu na prática) teoricamente eram todos estava no círculo privilegiado, mas sabemos que, na verdade, o poder econômico e político estava com os membros do partido. Os outros estavam nivelados, por baixo, e seu nível de riqueza era proporcional à sua importância para o partido ou para o rei (quem cuidava do aparelho projetor da sala de cinema de stalin, por exemplo, ganhava, somando-se os benefícios, o suficiente para pagar dezenas de camponeses nas fazendas coletivas).
Luiz Juliano escreveu:
Portanto não era socialismo.
Celtiberian escreveu:
Então concordas que todas as tentativas de implantar “socio-comunismo” falharam e nunca atingiram o estado “ideal”?
Luiz Juliano escreveu:
Por enquanto isso é verdade, exceto por Cuba. Apesar de ser comandada por um ditador, as façanhas atingidas pelo país são dignas de nota. As cartas q chegam de Cuba vem com a seguinte citação: “Hoje existem duzentas mil crianças de rua no mundo. Nenhuma delas é de Cuba.”
Por outro lado, o estado ideal é só um ideal sabidamente inatíngivel, mas usado como meta. Acredito q por isso vc colocou a palavra entre aspas.
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Celtiberian escreveu:
Em Israel, para ser cidadão é necessário ter ORIGEM SANGUÍNEA judia além de se converter. No papel todos são cidadãos, mas para isso é necessário servir no exército, e o exército aceita apenas judeus “oficiais” ou com a conversão “oficial” ortodoxa. Se formos analizar apenas os “cidadãos”, Israel é uma democracia então.
Luiz Juliano escreveu:
Se todos entre os oficialmente considerados cidadãos tivessem poderes semelhantes, poderíamos considerar uma democracia entre os cidadãos. O problema é q todos são chamados hipocritamente de cidadãos. Isso impede um direcionamento da luta pela democracia, pq apesar das desigualdades, todos são ditos cidadãos.
Celtiberian escreveu:
Eu vejo de outro modo. Coloca empecilhos étnicos e religiosos à obtenção de cidadania, logo, Israel não é uma democracia.
Luiz Juliano escreveu:
Ou seja, o mesmo q eu escrevi. Apesar de todos serem, por lei, cidadãos, só uma parcela deles tem os direitos de um cidadão, configurando uma desigualdade de poderes. Como numa democracia todos cidadãos devem ter mais ou menos o mesmo poder, Israel não é uma democracia.
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Celtiberian escreveu:
Uma democracia, em termos teóricos, é aquela onde todos os cidadãos podem assumir qualquer posto. E que, juntamente com isso, não crie empecilhos econômicos, políticos, étnicos ou religiosos à obtenção da cidadania aos que nasceram ali ou ali vivem por bastante tempo.
Luiz Juliano escreveu:
Tá quase! … econômicos … essa discrepância absurda de renda teima em corromper todo sistema político q vê.
Celtiberian escreveu:
Podemos dizer que existem ricos e pobres, assim como um cidadão comum tem menos poder político que um senador. Mas, na medida que não existe qualquer arbitrariedade (além das triviais, como ter 21 anos) para impedir um cidadão de atingir certos cargos ou níveis de riqueza, ou para impedir que um integrante da população vire cidadão, é democracia.
Luiz Juliano escreveu:
Absolutamente não! É claro q existem muitas mais dificuldades para um miserável atingir o senado ou grandes riquezas. Sendo q as arbritariedades estão na legislação a qual tem leis q beneficiam os mais ricos e judiam dos mais pobres. Além disso, as grandes fortunas claramente controlam as decisões políticas a seu favor.
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Celtiberian escreveu:
Colocar que não se trata de democracia pois há discrepância de riqueza é o mesmo que dizer que não há democracia pois há discrepância de qualquer outro “poder” (no caso, a existência de um governo já invalidaria a democracia). Desta maneira, a única possível democracia seria entre homens-robo, geneticamente identicos e programados para se auto-governarem.
Luiz Juliano escreveu:
Não, pq todos teriam a mesma possibilidade de fazer parte do governo e o governo não seria manipulado pelo capital. A diferença de poder estaria resumida a quem tem as melhores idéias ao bem comum, um poder intelectual e benéfico.
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Celtiberian escreveu:
Mesmo alguém nascido em um gueto americano, pode estudar, se destacar na escola publica, ganhar bolsa em escola tradicional, ganhar bolsa pra faculdade e se formar, por exemplo, Engenheiro, ascendendo na vida. E a numerosa classe média negra que existe hoje nos EUA é a prova disso. Só ficam para trás os incapazes, os folgados, ou mesmo os que não desejam “ser algo melhor”, já que o dinheiro não é a medida universal de felicididade…
Luiz Juliano escreveu:
Resumindo: deficientes físicos e mentais q não podem se manter sozinhos merecem a morte. Tomare q vc se dê bem na vida, senão a depressão vai ser grande!
Celtiberian escreveu:
Falácia do espantalho. Deficientes, por serem deficientes, vão ficar efetivamente para trás, mas jamais afirmei que mereceriam a morte.
Luiz Juliano escreveu:
Isso não caracteriza espantalho pq a minha conclusão depreende de sua lógica selecionadora dos mais aptos diante do sistema. Depreende-se de sua lógica q quem fica para trás não deve ser ajudado, pq se fosse não ficaria para trás. Levando em conta q muitos deficientes não podem sobreviver sozinhos, eles morreriam. Se sua lógica leva a conclusões caricatas, a culpa não é minha.
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Luiz Juliano escreveu:
Vc não está defendendo a democracia, e sim o capitalismo. Esse é o argumento de q o capitalismo gera competitividade, um tipo de evolução onde os melhores vencem. Esta idéia tipicamente capitalista não me parece compatível com a realidade. Do meu ponto de vista, não são os melhores que vencem, e sim os mais adaptados à situação onde o fim é o acúmulo de capital.
Celtiberian escreveu:
Os melhores em sobreviver e obter capital, e não os “absolutamente melhores”. Afirmar uma superioridade absoluta com base na riqueza ou no sangue seria bizarro.
Luiz Juliano escreveu:
É bizarro. As pessoas estão sendo selecionadas com base na sua capacidade de acumular capital.
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Luiz Juliano escreveu:
Essa situação, muitas vezes, é mesmo doentia pois o meio não leva em conta o caráter. O prazer resume-se ao montante de riqueza adquirida.
Celtiberian escreveu:
Isso varia de pessoa para pessoa. Eu sinto prazer com certas coisas (música, por exemplo), e necessito de alguma riqueza para adiquiri-la, nem que seja para comprar um modem e um computador para baixar na internet.
Luiz Juliano escreveu:
“Essa situação, muitas vezes, é mesmo doentia…” Essa frase não exprime o extremismo q vc aponta.
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Celtiberian escreveu:
O dinheiro como medida de prazer é uma afirmação sua, e não capitalista.
Luiz Juliano escreveu:
O fato é q os mais bem adaptados ao sistema, os mais ricos tem o dinheiro como fim, como prazer, sendo q já tem o suficiente para os mais diversos prazeres.
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Luiz Juliano escreveu:
Identifico o ser mais adaptado ao capitalismo como doente obsessivo-compulsivo.
Celtiberian escreveu:
Estás meramente emitindo uma opinião e não argumentando, tendo em vista que as neurociências e psicociências não apontam nenhuma correlação muito menos causalidade entre capitalismo e transtornos obssessivos-compulsivos
Luiz Juliano escreveu:
Não estou relacionando o capitalismo, mas o fruto dele. Essas pessoas enquadram-se nos sintomas do transtorno e apesar de a medicina não relacionar especificamente todos os objetos das mais diversas compulsões (uma tarefa inviável, afinal pode ser qualquer coisa), o dinheiro pode ser muito bem um deles. Embora não esteja relacionando o capitalismo, ele é o meio propício para q se desenvolva esse tipo de distúrbio relacionado a esse objeto, o dinheiro.
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Luiz Juliano escreveu:
Este tipo de colecionador não tem a capacidade de se colocar no lugar dos incontáveis miseráveis e famintos ou encontra explicações infundadas para poder continuar sua coleção sem peso na consciência.
Celtiberian escreveu:
Estás fazendo uma caricatura de tio patinhas.
Luiz Juliano escreveu:
Seria engraçado se não fosse verdade.
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Luiz Juliano escreveu:
Por outro lado, quantas milhões de pessoas com qualidades incríveis não conseguem as expor pq vivem no limite da sobrevivência, pq não são adaptadas a adquirir capital.
Celtiberian escreveu:
Aqui você faz um juízo de valores referente às “capacidades incríveis”. Infelizmente os coneceitos de incrível mudam de pessoa para pessoa, e uma capacidade considerada incrível para uma maioria provavelmente forneceria meios do detentor da mesma sobreviver.
Luiz Juliano escreveu:
Diferentemente de vc, penso q seja bom q cada pessoa tenha um conceito de incrível diferente da outra. Além disso, uma pessoa pode ter uma grande qualidade valorizada por muitos e mesmo assim não ter as características necessárias para ganhar dinheiro com ela. Às vezes, não é a falta, mas a presença de uma característica q impede o acúmulo de capital como é o caso da generosidade e do caráter.
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Luiz Juliano escreveu:
Como seria o mundo se o dinheiro fosse encarado como um meio mais prático de troca e as artes, o conhecimento, o caráter, o prazer (levando em conta as consequências) fossem valorizados como um fim?
Celtiberian escreveu:
Mas o dinheiro é um meio prático de trocas. Na verdade ninguém ama o dinheiro, e sim as artes, o conhecimento, o carater e o prazer. Eu não gostaria de ter 500 milhões de dólares se fosse impedido de utilizar o montante.
Luiz Juliano escreveu:
Ingenuidade e Falácia (seleção das observações).
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Luiz Juliano escreveu:
Lembro ainda de outro problema inerente ao capitalismo relacionado às capacidades individuais. A regra básica de oferta e procura aplica-se tb ao emprego: se todos tivessem emprego, a oferta de mão de obra seria inexistente, os empregados poderiam exigir o salário que quisessem e ninguém levaria vantagem em ser patrão.
O exército permanente de desempregados é essencial para existência do capitalismo. Isso chega a ser absurdo qdo postulamos uma situação hipotética e irreal, mas reveladora: um mundo onde todos fossem exatamente iguais qto às características mentais e físicas, mas o sistema vigente fosse o capitalista. Mesmo nessa hipótese só teríamos o capitalismo se houvesse uma massa de desempregados. Paradoxal?!
Celtiberian escreveu:
Recomendo que estude o modelo sócio-técnico implantando pela Volvo em uma fábrica na suécia. A suécia vivia, junto com a europa ocidental em geral, o problema da mão de obra (sobrava emprego). Como não houve imigração de africanos e árabes, como ocorreu em outras regiões, a Volvo teve que trabalhar com o que tinha e não havia “patrão” nas fábricas (mas os patrões são os acionistas, obviamente). Eram dadas as metas aos empregados, todos realizavam todas as tarefas e todos discutiam a melhor maneira de atingir as metas. Isso ainda é capitalismo, e demonstra que a existência de emprego para todos é o nível ideal de capitalismo. A tese de necessidade de desemprego é referente à certas correntes capitalistas, e nao ao mesmo como um todo.
Luiz Juliano escreveu:
Se isso ocorreu, consequentemente não haveria diferenças no salário, inclusive entre os acionistas e os empregados. Isso se confirma? Se sim, eu conheço um outro regime q se encaixa muito melhor no pressuposto de q todos tem a mesma renda e q não existe desempregados. Se isso ocorreu, vc está mencionando uma transição entre o capitalismo e o socialismo, no entanto esse é um caso isolado, não tendo valor estatístico. Um argumento baseado num caso isolado pode muito bem ser considerado falacioso: seleção das observações. Concluindo esse ponto, penso q a conjuntura legislativa atual não dá suporte a uma transição capitalismo/socialismo, a não ser em situações esporádicas q não contribuem de modo significativo na resolução dos problemas sociais.
Complementando o exposto, ao longo do tempo, os trabalhadores iriam se revoltar [já q teriam poder para tal] qto a situação de estarem sustentando os patrões (acionistas) sem eles fazerem nada, uma situação ainda parasitária. Isso faria parte da evolução natural dos fatos e ocorreria mais cedo ou mais tarde no exemplo citado. Assim, os acionistas iriam começar a trabalhar na fábrica ou iriam perder suas remunerações.
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Celtiberian escreveu:
Quanto ao mundo de robos iguais em todas as suas capacidades e pensamentos, eu já coloquei acima (mesmo antes de ler suas palavras, acredite). Seria o fracasso do capitalismo.
Luiz Juliano escreveu:
Não é necessário q todos sejam exatamente iguais para q todos tenham mais ou menos a mesma quantidade de riquezas.
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Celtiberian escreveu:
O capitalismo é ruim e falho, mas é o que melhor se adapta ao homem atual (prova disso: todos os outros sistemas fracassaram). Se tivermos um novo homem, é necessário um novo sistema.
Luiz Juliano escreveu:
Discordo, o socialismo adatar-se-á melhor. Sua frase foi colocada de forma semelhante e refutada adequadamente no tópico “O q, capitalismo???”. Os outros sistemas fracassaram em parte por causa da influência destrutiva do capitalismo, como no caso do Chile com Salvador Aliende.
Não é necessário um novo homem para um mundo melhor e os meios para tal tb estão explicitados no tópico referido.
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Luiz Juliano escreveu:
Será q o capitalismo internacional tem algo a ver com isso? Será q o capitalismo dos países do norte não está sendo sustentado pela miséria alheia?
Celtiberian escreveu:
O capitalismo “em si” não tem nada a ver com isso, mas o modo como os governantes das grandes nações estão trabalhando tem sim.
Luiz Juliano escreveu:
Os governantes são governados pelas grandes fortunas e isso é desse jeito por causa do capitalismo “em si”.
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Celtiberian escreveu:
Vale lembrar, também, que a África não gera nenhum lucro sugnificativo aos EUA e à Europa. Os mesmos teriam mais a ganhar se a África fosse forte economicamente, ou seja, um mercado consumidor forte. Quem lucra com a África neste estado são alguns árabes em certos países (Sudão, se não me engano) e os ditadores em geral.
Luiz Juliano escreveu:
Vc está bastante enganado. A África está na zona de atuação da Europa e dos EUA e o Sudão não me parece o país mais apropriado industrialmente para ficar comprando matéria prima a baixos preços.
-2001-As multinacionais do setor farmacêutico estavam sufocando uma iniciativa legítima do governo sul-africano em recorrer aos genéricos para tratar dos aidéticos. Pq será q Washington estava defendendo as multinacionais?
-2003-A África está no centro da disputa entre Estados Unidos e União Européia (UE) pela liberação do comércio de alimentos geneticamente modificados no mundo. Os EUA entraram há poucos dias com uma ação contra a UE junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) pedindo a suspensão da proibição de novos produtos desse tipo no mercado europeu.http://www.portoalegre2003.org/publique/cgi/public/cgilua.exe/web/templates/htm/1P4OP/view.htm?user=reader&infoid=6083&editionsectionid=86
-Após séculos de colonização a língua da metrópole se manteve efetivando a divisão dos territórios, mas não respeitando diferenças étnicas. Essas diferenças são fontes de conflitos, muitas vezes induzidos pelas multinacionais q assim podem comprar a matéria prima por menores preços. Há a indução dos conflitos para q se mantenha a tribalização dos povos locais, facilitando a exploração e vendendo armas.
-2005-As multinacionais da mineração: os donos das multinacionais estão cada vez mais ricos e os mineiros cada vez mais pobres, arriscando suas vidas diariamente.
Todas as guerras que existem hoje no Congo, Uganda, Ruanda e Burundi são por causa do ouro, dos diamantes, da platina, do manganês e do urânio. Mineração é uma maldição.
Até as Bolsas de Valores de São Paulo e do Rio estão implicadas, porque têm ações. São quatro grandes mineradoras: Anaconda Cooper Miner, do Canadá, Kennecott Cooper Mining, Oppenhein da África do Sul e a Anglo American Company. E são esses os governos que financiam as guerras. Eles enviam armas.
A rota é pelo Oriente africano. O ouro é transportado pelas rodovias passando por Ruanda, Uganda até a saída do oceano Índico. As companhias de mineração pagam propina para os líderes militares que deixam passar a carga, que segue para o grande porto de Zanzibar, na Tanzânia. Do porto, os minerais seguem de avião para a França, Japão e também para o Brasil. http://www.zaz.com.br/istoe/1609/internacional/1609maldicao.htm
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Celtiberian escreveu:
Você já leu o que aquele economista africano [James Shikwati, acrescentado] disse?
A ajuda internacional faliu a África.
Luiz Juliano escreveu:
Não, mas ou o cara é um imbecil ou está sendo sarcástico. Como alguém pode esquecer com tamanha facilidade as causas da pobreza africana, depois de toda exploração e das guerras incitadas pelo capitalismo internacional entre os próprios africanos. A independência da maioria dos países veio depois da segunda guerra depois de séculos de exploração capitalista, como esses países nessas condições podem sair dessa em meio século.
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Celtiberian escreveu:
Quem vai plantar milho se todo dia chegam toneladas de graça? Não há concorrência! Simlifiquei o problema todo, mas é mais ou menos isso.
Luiz Juliano escreveu:
Vc e James Shikvati deveriam estudar um pouco mais sobre a gênese dos problemas africanos antes de ficar apontando causas inexistentes. Não se planta milho pq a agrigultura tradicional de subsistência foi amplamente substituída pela plantação especulativa. A plantação de produtos agrícolas destina-se à exportação, e não às necessidades básicas dos países. A propriedade das plantações mudou de mãos após a independência; atualmente, encontra-se sob o domínio dos nativos. Isso obriga a burguesia local a assumir os riscos de um fracasso na produção. No entanto, os canais de comercialização, através dos quais se assegura os maiores benefícios com o mínimo de risco, continuam sob o controle da burguesia dos países ricos.
Além disso, a sua suposição leva a crer q deveríamos deixar de enviar milho à África para não atrapalhar o eventual surgimento de produtores de milho. Bom, é óbvio q não é só milho q se pode plantar para alimentar pessoas o q torna a sua explicação ainda mais limitada, mas é de uma insanidade extrema deixar as pessoas morrerem de fome para q eventualmente surjam produtores de milho q não venderão para as pessoas q estão morrendo de fome pq elas não tem dinheiro.
Acrescentando. Jean Ziegler: “Há 22 organizações especializadas em agricultura nas Nações Unidas. Uma delas, voltada para nutrição e agricultura, publicou um relatório revelando que a agricultura mundial, agora, poderia alimentar 12 bilhões de pessoas. Isso significa dar a cada indivíduo, diariamente, 2600 calorias. Ou seja, somos a metade de 12 bilhões e, a cada dia, morrem 100 mil pessoas vítimas da fome e centenas de milhões estão gravemente subalimentadas, são inválidas, incapazes de trabalhar e ter uma vida normal.” Certamente isso não ocorreria se todos tivessem mais ou menos a mesma quantidade de riquezas.
Nota: gostaria da fonte dessa informação de q chegam toneladas de milho de graça todo dia.
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Celtiberian escreveu:
Sou ateu, mas aquela frase é boa: “não dê o peixe, ensine a pescar”. A melhor ajuda à África seria formar engenheiros, agronomos, advogados e administradores nas faculdades de outros paises (há angolanos aqui na UFRGS, por exemplo), tudo de graça, CONTANDO QUE ELES SE COMPROMETAM A VOLTAR PARA SEUS PAÍSES. E, junto com isso, derrubar as tarifas para os produtos do terceiro mundo.
Luiz Juliano escreveu:
Ensinar a pescar?! A última aquisição de um povo é a educação, depois das condições básicas: comida, saúde e moradia. Isso tb está no livro de história citado acima. Ademais, apesar da opinião convencional pensar q o problema está na educação, engana-se, o próprio capitalismo é o problema. Pq mesmo se todos fossem graduados, necessariamente existiriam desempregados e se um dia deixar de existir desempregados não viveremos mais sob a égide de um capitalismo, mas de um socialismo. A intenção da UFRGS (na UFSC tb ocorre isso) é boa, mas só será eficiente se trouxer consciência a eles da real razão dos fatos, possibilitando a mudança.
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Celtiberian escreveu:
De que adianta aumentar em bilhões a “ajuda estrangeira” quando a mesma fica na mão de governos corruptos?
Luiz Juliano escreveu:
Não construa barreiras inexistentes. Se ninguém ajuda de forma eficiente é pq ninguém tá afim de ajudar.
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Celtiberian escreveu:
Quando a mesma acaba falindo as economias africanas pelas leis da concorrência?
Luiz Juliano escreveu:
Errado. Lembre do New Deal: as pessoas com mais dinheiro alimentam o mercado. Além de aumentar a concorrência pq as pessoas com dinheiro podem abrir o próprio negócio.
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Celtiberian escreveu:
Quando os países do norte mantém pesadas taxas contra todos produtos?
Eu ainda acho engraçado o pessoal chamar o sistema atual de “neo-liberal”, quando o liberalismo é totalmente contra as pesadas taxas e subsídios, duas ferramentas amplamente usadas por EUA e Europa. O mundo atual está mais para um mercantilismo velado do que para “liberalismo”.
Luiz Juliano escreveu:
Concordo. No entanto, apesar de o neo-liberalismo não estar sendo aplicado à risca, existem outros problemas inerentes a ele, mesmo se for seguido de acordo com a teoria.